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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Jogo Real de UR - Sorte ou Administração de Probabilidades


A Arqueologia e o estudo de jogos antigos se revela para estudiosos, jogadores e curiosos como um mundo fascinante. Pensar que a 3000 A.C, a humanidade já possuía criatividade e ciência para criação de complexos passa tempo, buscando socialização, lazer e "bons momentos" no convívio com seus familiares e semelhantes nos faz pensar, "Quanto realmente a humanidade evoluiu?".

Embora alguns acreditarem que jogos antigos em sua maioria poção ser algo simples e baseado em sorte, a maioria dos jogos abstratos hoje, os mais famosos e conhecidos mundialmente, possuem sua origem nestes jogos e jogos modernos copiam sua mecânica e regras  lúdicas para criar a mesma sensação e problemática a muito tempo sentida pelos homens.

Experimentando em várias partidas um jogo como UR, pode-se observar que sua mecânica de movimentação baseada no arremesso de dados, não coloca o jogador a mercê da sorte. Logo de inicio observa-se que na verdade o arremesso pouco importa se não for administrado a movimentação das peças levando em conta a intervenção de casas do tabuleiro.

O jogo possui algumas estratégias escondidas, tais como uma área de proteção, no inicio do caminho e no fim. Também possui casas de vantagens como "Roseta" que lhe permite adicionar uma nova peça ao jogo sem necessitar pagar o pedágio arbitrário de tirar uma determinada quantidade de pontos nos dados. Algumas casas possuem penalidades, como a dos olhos que permite seu oponente mover uma de suas peças 4 vezes. Outras possuem vantagens para o jogador, a casa dupla lhe permite repetir a ultima quantidade de pontos.

Toda esta mecânica, permite interferir muito pouco na "falta de sorte" do jogador, caso o jogador não administre as casas de penalidade e vantagens, não adianta nada possuir boa sorte nos dados. Outro ponto é a proteção que uma peça pode fazer sobre a outra, uma casa ocupada por mais de uma peça do mesmo jogador não pode ser capturada, logo não poderá retornar ao inicio da caminho.

Com o tempo o jogador evolui no jogo e pode se tornar um ótimo jogador, impossibilitando a jogadores menos experiente a vitória. É provável que na épocas antigas onde este jogo era comum, entre nobres, plebeus e até escravos, existirem grandes jogadores, sucesso em pequeno torneios realizados. 



Réplica Rustica do Jogo Real de UR

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Jogo Real de UR - Réplica Rustica para Compra

O Jogo Real de UR foi encontrado em escavações na região da antiga mesopotâmia na cidade de UR mencionado na Bíblia como a cidade natal do patriarca Abraão. A cidade de UR já era um importante centro urbano no terceiro milênio A.C.

A réplica é feita em madeira de reflorestamento, utilizando técnicas artesanais de marcenaria. Cada exemplar e único feito manualmente sem escala industrial.
Foi pensado na responsabilidade ambiental e sustentabilidade, desta forma todos os materiais são de origem natural, papel reciclado, não utilizado tinta industrial, equipamentos e máquinas industriais em sua fabricação.

Ótimo jogo educativo, para ser utilizado na socialização familiar, escola e amigos, como peça em aulas de história, ou até mesmo como decoração.

Acompanha:
1 Tabuleiro em Madeira
14 Peças em madeira
3 Dados Egípcios (Palitos com uma das fases achatada)
1 Regra do jogo (Em papel Reciclado)
1 Saco em TNT (para guardar as peças do jogo. )
Altura: 30.00 cm
Largura: 15.00 cm
Comprimento: 5.00 cm
Peso: 150 g
Código do produto: 5F5661
Adicionado em: 13/11/2015


Disponível para Compra no Elo7:

Jogo Real de UR - Relíquia do inicio das Civilizações

Quais as atividades que poderiam divertir tanto um sumério de 4 500 anos atrás como um cidadão dos nossos dias? Certamente várias. Mas uma delas, com certeza, seria uma partida do Jogo Real de Ur, um dos mais antigos de que se tem notícia. Entre 1922 e 1934, chefiando uma expedição organizada pelo Museu Britânico e pela Universidade da Pensivlânia, o arqueólogo inglês Sir Leonard Woolley trabalhou num local da Mesopotâmia que hoje faz parte do sul do Iraque. Ali, na região de Ur, suas escavações descobriram tumbas de membros da nobreza suméria, bem como de sacerdotes sacrificados no afã de aplacar a ira dos deuses.

Os nobres se faziam enterrar acompanhados de seus bens pessoais, o que incluía, é claro, seus servidores imediatos. No meio de diversos utensílios, como jóias, armas e instrumentos musicais, Sir Leonard encontrou alguns tabuleiros ricamente trabalhados em madeira, com incrustações em madrepérola e lápis-lazúli, que atestavam o elevado nível técnico do artesanato sumério. Os jogos eram uma companhia indispensável após a morte, já que se acreditava fossem parte integrante do divertimento no outro mundo. Diante do tamanho da eternidade, era bom que os jogos fossem interessantes; de outro modo, o resultado seria um tédio infinito. Nesse aspecto não se enganaram.

Antes de apresentar o jogo, é preciso esclarecer que não foi encontrado um importante componente – as regras. Tudo de que se dispõe são indícios que levam os especialistas a propor possíveis interpretações. Como ocorre com vários jogos muito antigos, não existe uma forma de praticar o Jogo Real de Ur, mas sim vários conjuntos de regras, coerentes internamente, mas com sérias diferenças entre si. A versão exposta em seguida, elaborada pelos cientistas do Museu Britânico, é particularmente interessante por ressaltar ainda mais a semelhança com um conhecidíssimo jogo – o gamão.

O Jogo Real de Ur é o jogo mais antigo encontrado em sets completos. Sua idade é estimada em 4500 anos. O jogo é originário da cidade-estado de Ur, capital do estado Sumério e cidade natal do personagem bíblico Abrão, que deu origem aos povos judeu e árabe.

Quatro tabuleiros foram escavados por Sir Leonard Wooley entre 1926 e 1927. Exemplares podem ser vistos no British Museum, em Londres. Os tabuleiros tinham 20 casas, sendo algumas marcadas com rosetas. Acompanhavam 14 peças, em 2 cores diferentes e seis lotes binários na forma de tetraedros (pirâmides de 4 lados).

Pode-se reconhecer o Jogo Real de Ur como um jogo de percurso da família do Gamão. Mas como acontece com outros jogos muito antigos que deixaram de ser jogados, não se conhece as regras exatas. O que há são tentativas de reconstituição que levam em conta registros escritos encontrados, figuras de pessoas jogando, e jogos aparentados.

Segundo uma dessas reconstituições, a movimentação era determinada pelos dados piramidais, com marcas em 2 dos 4 vértices. Podia cair virado para cima um vértice marcado ou um vértice sem marca. O jogador lançava 3 dados e, dependendo da combinação, avançava uma peça sua de um certo número de casas. Na faixa central do tabuleiro, as peças podiam ser capturadas. Para capturar uma peça adversária, bastava cair sobre ela.

As casas com rosetas traziam benefícios, como possivelmente a chance de jogar novamente, além de serem casas seguras, onde as peças não podiam ser capturadas.

As peças começavam do lado de fora e quando completavam o percurso eram novamente retiradas do tabuleiro. Vencia o primeiro que conseguisse fazer todas as suas peças atravessarem o tabuleiro. As casas de início eram as localizadas acima e abaixo da roseta central. As peças eram movidas na direção da roseta na extrema direita, passavam para a fileira central indo até a extrema esquerda e voltavam cada uma para o seu próprio campo, finalizando o circuito na casa com a última roseta.