terça-feira, 2 de agosto de 2016

Tablut ou Jogo dos Vikings

O Tablut, que originalmente teria o nome de "Tafl", tem suas regras preservadas graças aos escandinavos, daí deriva seu nome atual de "Jogo dos Vikings".

Seu tabuleiro, bem como o número de peças e regras, podem ser diferentes, dependendo da região em que o jogo for pesquisado.

Os tabuleiros podem ser de 9x9 casas (- 81 quadrados - o Tablut, jogado na Lapônia) ou 11x11 casas (- 121 casas - o Tawlbwrdd) ou ainda num tabuleiro de 19x19 casas (- 361 casas - o Hanefatafl).

Reprodução de um desenho feito por Linnaeus retratando um tabuleiro de Tablut, confeccionado em tecido bordado.

No geral as regras são muito semelhantes: o rei, que se posta na casa central (o konakis - umbigo do tabuleiro - esta casa só pode ser ocupada pelo rei), defendido por seus soldados, deve chegar a borda do tabuleiro. Se for impedido pelos adversários e capturado, perde o jogo.

As regras teriam sido pela primeira vez anotadas por um cientista e antiquário sueco, de nome Linnaeus, no ano de 1732. A jornada de Linnaeus através da Lapônia, é por si só um feito digno de nota. Movendo-se a pé ou em pequenos barcos, ele viajou por 3.798 milhas (mais de 6 mil quilômetros!) em incríveis 153 dias, numa média de 40 quilômetros por dia, o que, naquela época e condições, era sem dúvida um grande feito. Nessa viagem, fez anotações em sueco e latim, sobre plantas e flores, animais, peixes insetos, receitas culinárias, cerimônias de casamento, geologia, doenças e seus tratamentos e, obviamente, jogos.

Enquanto na Lapônia, a fim de facilitar-se o transporte, o tabuleiro era confeccionado como uma toalha, na Inglaterra este era feito de madeira ou metal, com peças feitas e presas de leão marinho.

Retratando a batalha do "Rei Sueco" contra os "Moscovitas", é um jogo com diferença de forças, onde os "Moscovitas" contam sempre com um número maior de peças.

As peças movem-se como a torre do jogo de xadrez, isto é, não podem mover-se diagonalmente, mas somente em linha reta. O salto sobre uma peça adversária é permitido, sem que isso signifique a captura da peça, o que só ocorre se uma peça ficar "prensada" entre duas do adversário.

A regra da captura só é diferente para o rei, que deve ser capturado pelos quatro lados ou três, se o konakis formar o quarto lado.

O fato das peças moverem-se todas da mesma forma talvez possa ser explicada pelo modo de pensar dos vikings. No século X, um mensageiro dos francos, encontrou-se com um navio Viking dinamarquês. Indagou destes, quem seria seu mestre. E obteve a resposta:"Ninguém. Somos todos iguais..."

O jogo é mencionado nas sagas nórdicas, nas lendas Irlandesas e até nas lendas sobre o Rei Arthur.

No século X o jogo era profundamente difundido no Pais de Gales, sendo jogado pela classe popular, com tabuleiros simples de madeira, e pelos poderosos, com tabuleiros ricamente trabalhados, de metais preciosos.

No ano de 1880, descobriu-se em Gokstad (proximidades de Oslo) um navio viking, preservado por estar enterrado na lama. Ao que parece, este navio seria um "navio mortuário", e seu dono fez enterrar-se com um cão, utensílios de cozinha, e um tabuleiro de jogos, certamente o Tablut.

De alguma forma. o "Jogo dos Vikings" é aparentado do xadrez: é jogado num tabuleiro quadriculado, sendo que não há influencia do elemento sorte. Vence o melhor jogador, aquele que melhor raciocinar sobre as possibilidades do jogo.

Da mesma família de jogos, estão o "Raposas e Gansos", além do "Singha" e suas variantes (vacas e leopardos, etc).



quarta-feira, 13 de julho de 2016

Timbiriche - Jogo dos Pontinhos

Jogo de Timbiriche em um tabuleiro 2×2.

Timbiriche, também conhecido por pontinhos, (em inglês, Dots and Boxes, Boxes, Squares, Paddocks, Square-it, Dots and Dashes, Dots, Smart Dots, Dot Boxing, ouDot Game) é um jogo de lápis e papel jogado por duas pessoas, e publicado inicialmente em 1889 por Édouard Lucas.

Iniciando como uma malha vazia de pontos, os jogadores revezam turnos e precisam marcar linhas horizontais e verticais entre tais pontos. O jogador que completar a quarta aresta de um quatrado 1×1 recebe um ponto e ganha mais um turno, além de marcar a inicial de seu nome no quadrado. O jogo é finalizado quando não há mais linhas a serem escritas, e vence quem tiver mais pontos.

O tabuleiro pode ser de qualquer tamanho.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Tangram - Quebra Cabeça Milenar



Muitos quebra-cabeças geométricos foram criados ao longo dos anos – o grego Arquimedes, que viveu entre 287 e 212 a.C., já mencionava em seus manuscritos um curioso quebra-cabeça que ficou conhecido como Stomachion. No entanto, nenhum deles conquistou a popularidade do chinês Tangram.

Ninguém sabe ao certo a origem do Tangram – embora o primeiro livro sobre o assunto tenha surgido em 1813, sabe-se que o jogo já existia há muito tempo quando ele foi publicado. O que se sabe é que ele foi trazido para o Ocidente pelo capitão americano M. Donnaldson em 1815, e que em três anos a Europa inteira se divertia montando figuras com as peças do Tangram.

Outro mistério é a origem do nome Tangram. Os chineses chamam-no de “qi qiao ban”, o que significa “sete placas da astúcia” ou “sete placas da habilidade”. Mas ninguém sabe ao certo a origem do nome ocidental; há quem diga que seja uma corruptela de um antigo vocábulo inglês que significa “quebra-cabeça” ou “bugiganga”, mas também há uma teoria que liga a palavra à dinastia Tang, que governou a China de 608 a 907 d.C.

Um dos motivos para o sucesso do Tangram é sua elegância. Composto por apenas sete peças – um quadrado, um paralelogramo e cinco triângulos retângulos – é possível se formar milhares de figuras com um jogo (a conta já passava dos 6 mil apenas com os problemas sugeridos durante o século XIX!). A versatilidade das peças é tamanha que com elas é possível compor pássaros, gatos, árvores, pessoas… Para não falar de uma infinidade de figuras geométricas.

A maneira mais simples de se obter um conjunto de peças de Tangram é recortá-las em um pedaço de papel. No entanto, trabalhar com peças mais elaboradas é bem mais satisfatório – além da tradicional madeira, existem kits feitos em vidro, mármore, cerâmica e até marfim e carapaça de tartaruga!

Jogar Tangram é muito fácil: escolhe-se uma forma e tenta-se montá-la com as sete peças, sem sobrepor umas à outras, no menor tempo possível.





Para se ter uma ideia de seu funcionamento, basta imprimir a imagem acima em papel cartão, recortar e se divertir, como desafio, faça do quadrado um triangulo perfeito, um retângulo e um trapézio.