sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Brigitte


Este jogo, que pode ser considerado um parente do jogo Hex, foi inventado por David Gale.

Participantes: 2 jogadores
Material necessário: lápis de duas cores diferentes e papel

Preparação:
Desenhe, numa folha de papel, bolinhas em duas cores, formando um desenho como o da figura abaixo.



Regras:
Um jogador vai usar o lápis preto e o outro o lápis vermelho.
Os jogadores vão alternar as jogadas e cada um, na sua vez, deve ligar dois pontos da sua cor. Pode ligar dois pontos na vertical ou na horizontal.
Só não pode cruzar uma linha previamente desenhada, seja sua , seja do seu adversário.

O objetivo de cada jogador é construir uma linha contínua ligando dois lados opostos do “tabuleiro”. No caso da figura acima, preto deve conectar os lados esquerdo e direito e vermelho deve ligar os lados de cima e de baixo.

O exemplo abaixo mostra uma partida que foi vencida pelo jogador preto.


terça-feira, 2 de agosto de 2016

Tablut ou Jogo dos Vikings

O Tablut, que originalmente teria o nome de "Tafl", tem suas regras preservadas graças aos escandinavos, daí deriva seu nome atual de "Jogo dos Vikings".

Seu tabuleiro, bem como o número de peças e regras, podem ser diferentes, dependendo da região em que o jogo for pesquisado.

Os tabuleiros podem ser de 9x9 casas (- 81 quadrados - o Tablut, jogado na Lapônia) ou 11x11 casas (- 121 casas - o Tawlbwrdd) ou ainda num tabuleiro de 19x19 casas (- 361 casas - o Hanefatafl).

Reprodução de um desenho feito por Linnaeus retratando um tabuleiro de Tablut, confeccionado em tecido bordado.

No geral as regras são muito semelhantes: o rei, que se posta na casa central (o konakis - umbigo do tabuleiro - esta casa só pode ser ocupada pelo rei), defendido por seus soldados, deve chegar a borda do tabuleiro. Se for impedido pelos adversários e capturado, perde o jogo.

As regras teriam sido pela primeira vez anotadas por um cientista e antiquário sueco, de nome Linnaeus, no ano de 1732. A jornada de Linnaeus através da Lapônia, é por si só um feito digno de nota. Movendo-se a pé ou em pequenos barcos, ele viajou por 3.798 milhas (mais de 6 mil quilômetros!) em incríveis 153 dias, numa média de 40 quilômetros por dia, o que, naquela época e condições, era sem dúvida um grande feito. Nessa viagem, fez anotações em sueco e latim, sobre plantas e flores, animais, peixes insetos, receitas culinárias, cerimônias de casamento, geologia, doenças e seus tratamentos e, obviamente, jogos.

Enquanto na Lapônia, a fim de facilitar-se o transporte, o tabuleiro era confeccionado como uma toalha, na Inglaterra este era feito de madeira ou metal, com peças feitas e presas de leão marinho.

Retratando a batalha do "Rei Sueco" contra os "Moscovitas", é um jogo com diferença de forças, onde os "Moscovitas" contam sempre com um número maior de peças.

As peças movem-se como a torre do jogo de xadrez, isto é, não podem mover-se diagonalmente, mas somente em linha reta. O salto sobre uma peça adversária é permitido, sem que isso signifique a captura da peça, o que só ocorre se uma peça ficar "prensada" entre duas do adversário.

A regra da captura só é diferente para o rei, que deve ser capturado pelos quatro lados ou três, se o konakis formar o quarto lado.

O fato das peças moverem-se todas da mesma forma talvez possa ser explicada pelo modo de pensar dos vikings. No século X, um mensageiro dos francos, encontrou-se com um navio Viking dinamarquês. Indagou destes, quem seria seu mestre. E obteve a resposta:"Ninguém. Somos todos iguais..."

O jogo é mencionado nas sagas nórdicas, nas lendas Irlandesas e até nas lendas sobre o Rei Arthur.

No século X o jogo era profundamente difundido no Pais de Gales, sendo jogado pela classe popular, com tabuleiros simples de madeira, e pelos poderosos, com tabuleiros ricamente trabalhados, de metais preciosos.

No ano de 1880, descobriu-se em Gokstad (proximidades de Oslo) um navio viking, preservado por estar enterrado na lama. Ao que parece, este navio seria um "navio mortuário", e seu dono fez enterrar-se com um cão, utensílios de cozinha, e um tabuleiro de jogos, certamente o Tablut.

De alguma forma. o "Jogo dos Vikings" é aparentado do xadrez: é jogado num tabuleiro quadriculado, sendo que não há influencia do elemento sorte. Vence o melhor jogador, aquele que melhor raciocinar sobre as possibilidades do jogo.

Da mesma família de jogos, estão o "Raposas e Gansos", além do "Singha" e suas variantes (vacas e leopardos, etc).



quarta-feira, 13 de julho de 2016

Timbiriche - Jogo dos Pontinhos

Jogo de Timbiriche em um tabuleiro 2×2.

Timbiriche, também conhecido por pontinhos, (em inglês, Dots and Boxes, Boxes, Squares, Paddocks, Square-it, Dots and Dashes, Dots, Smart Dots, Dot Boxing, ouDot Game) é um jogo de lápis e papel jogado por duas pessoas, e publicado inicialmente em 1889 por Édouard Lucas.

Iniciando como uma malha vazia de pontos, os jogadores revezam turnos e precisam marcar linhas horizontais e verticais entre tais pontos. O jogador que completar a quarta aresta de um quatrado 1×1 recebe um ponto e ganha mais um turno, além de marcar a inicial de seu nome no quadrado. O jogo é finalizado quando não há mais linhas a serem escritas, e vence quem tiver mais pontos.

O tabuleiro pode ser de qualquer tamanho.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Tangram - Quebra Cabeça Milenar



Muitos quebra-cabeças geométricos foram criados ao longo dos anos – o grego Arquimedes, que viveu entre 287 e 212 a.C., já mencionava em seus manuscritos um curioso quebra-cabeça que ficou conhecido como Stomachion. No entanto, nenhum deles conquistou a popularidade do chinês Tangram.

Ninguém sabe ao certo a origem do Tangram – embora o primeiro livro sobre o assunto tenha surgido em 1813, sabe-se que o jogo já existia há muito tempo quando ele foi publicado. O que se sabe é que ele foi trazido para o Ocidente pelo capitão americano M. Donnaldson em 1815, e que em três anos a Europa inteira se divertia montando figuras com as peças do Tangram.

Outro mistério é a origem do nome Tangram. Os chineses chamam-no de “qi qiao ban”, o que significa “sete placas da astúcia” ou “sete placas da habilidade”. Mas ninguém sabe ao certo a origem do nome ocidental; há quem diga que seja uma corruptela de um antigo vocábulo inglês que significa “quebra-cabeça” ou “bugiganga”, mas também há uma teoria que liga a palavra à dinastia Tang, que governou a China de 608 a 907 d.C.

Um dos motivos para o sucesso do Tangram é sua elegância. Composto por apenas sete peças – um quadrado, um paralelogramo e cinco triângulos retângulos – é possível se formar milhares de figuras com um jogo (a conta já passava dos 6 mil apenas com os problemas sugeridos durante o século XIX!). A versatilidade das peças é tamanha que com elas é possível compor pássaros, gatos, árvores, pessoas… Para não falar de uma infinidade de figuras geométricas.

A maneira mais simples de se obter um conjunto de peças de Tangram é recortá-las em um pedaço de papel. No entanto, trabalhar com peças mais elaboradas é bem mais satisfatório – além da tradicional madeira, existem kits feitos em vidro, mármore, cerâmica e até marfim e carapaça de tartaruga!

Jogar Tangram é muito fácil: escolhe-se uma forma e tenta-se montá-la com as sete peças, sem sobrepor umas à outras, no menor tempo possível.





Para se ter uma ideia de seu funcionamento, basta imprimir a imagem acima em papel cartão, recortar e se divertir, como desafio, faça do quadrado um triangulo perfeito, um retângulo e um trapézio.