segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Todo Jogo de Tabuleiro é Educativo.

“Vários coelhos com uma cajadada só”

Se você pensar bem, todos (ou quase todos) os jogos de tabuleiro podem ser considerados educativos. Para começar é preciso ler e compreender as regras. É o nosso primeiro desafio. Depois disso, durante o jogo, são exercidas habilidades relacionadas a sociabilidade e comportamento.

O jogo estimula o contato e o respeito entre membros da família ou colegas e professores na escola. A criança aprende a ter paciência para esperar a sua vez de jogar ou esperar que saia uma determinada carta ou um número no dado. Exercita a diplomacia no contato com os outros e a concentração, pois é preciso prestar atenção nas suas atitudes e na atitude dos colegas. Aprende a ter responsabilidade, jogar de acordo com as regras e cuidar do material utilizado.

Outro aspecto importante é aprender a fazer escolhas e aceitar as conseqüências das escolhas feitas. Aceitar e aprender a lidar com a vitória ou a derrota, sabendo que se pode tentar vencer, mas correndo o risco de perder.

Enfim, os jogos são uma ferramenta de aprendizado. Para dar alguns exemplos, jogos como Detetive, da Estrela, são ótimos para desenvolver a percepção, a lógica e o raciocínio dedutivo. Palavras Cruzadas exercita matemática, vocabulário e ortografia. Jogos de montar são perfeitos para exercitar a destreza e a coordenação.

Os jogos podem ainda servir a um pai ou professor como ajuda para a criança melhorar o desempenho em uma área específica. Por exemplo, a matemática. A criança pode ser ajudada por um jogo que envolva raciocínio e sorte ao mesmo tempo, e transformar o aprendizado numa coisa divertida e prazerosa, deixando de trazer dificuldade e sofrimento. Experimentem. Vocês vão ficar espantados com o resultado!

Família e amigos podem reforçar o processo de aprendizado ao sentar em volta da mesa, dispostos a passar algum tempo juntos. Em outras palavras, os jogos de tabuleiro são ferramentas de comunicação que muitas vezes aproximam os filhos dos pais.

Jogos que ensinam nos permitem “matar vários coelhos com uma cajadada só”. De um lado, passar momentos agradáveis e divertidos em companhia das crianças. De outro, compartilhar com elas a importância (e o prazer, por que não?) do aprendizado e perceber que sempre teremos coisas a aprender. Nós, os adultos, não sabemos tudo. Ao jogar com as crianças é possível renovar nosso arsenal de conhecimento a partir da troca que se estabelece. E o melhor de tudo, nos divertirmos muito juntos!

5 razões para jogar com os seus filhos:
1. Jogos proporcionam bons momentos em família;
2. Jogar estimula a socialização;
3. Jogar estimula a inteligência;
4. Jogar contribui para se aprender a respeitar regras;
5. Esses momentos ficarão marcados na lembrança das crianças;


Vamos Jogar um Jogo de Tabuleiro?

Jogar é divertido, e quem joga sabe disso. Um jogo de tabuleiro ou de cartas proporciona bons momentos e uma relação entre as pessoas que outras formas de lazer como a televisão e o videogame não proporcionam.

Uma parte significativa do esforço de todos nós _ autores de jogos e apreciadores de jogos em geral _ deve ser dirigida, no meu modo de entender, à divulgação do hábito de jogar.

O mercado de jogos no Brasil é mais fraco que o mercado de jogos em outros países (Europa e Estados Unidos) entre outras razões porque jogar jogos de tabuleiro em família ou entre amigos não é um hábito que nós brasileiros costumemos cultivar. Ao contrário, a maioria das pessoas deixa de jogar esses jogos tão logo entra na adolescência. O mercado de jogos para adultos em nosso país é quase inexistente.

Ora, quanto mais as pessoas jogarem, mais os autores terão espaço para criar e mais títulos de boa qualidade poderão ser lançados. E para um público que tem o hábito de jogar, podem ser oferecidos jogos mais sofisticados.

Será que podemos fazer algo a respeito? Talvez não muito. Mas algumas pequenas coisas podem estar a nosso alcance:

Jogue em família: reservar uma noite por semana para jogar em família pode ser um bom programa. Há jogos suficientemente interessante para os adultos e que podem ser jogador também por crianças (Ex: jogos disponíveis no mercado como Banco Imobiliário, Can Can e Rummikub; jogos que você joga com material que deve ter em casa como Yatzi, Mexe-Mexe e Copas). Se possível, estude as regras antes de ensiná-las aos outros. As pessoas reagirão melhor do que se todos tiverem que aprender juntos do zero.

Jogue com os amigos: convidar amigos para jogar pode ser muito divertido. Dependendo do perfil das pessoas você pode escolher jogos diferentes. Podem ser jogos leves como os citados acima; jogos de conhecimento e interação (Ex: Perfil, Master, Imagem & Ação); e até jogos mais sofisticados, se todos forem jogadores experimentados e que gostam de jogos que exigem reflexão (Ex: Conquistadores, Interpol); podem também ser jogos que dá para jogar com material que você tem em casa (Ex: Dicionário, Quarenta e Dois, Espadas, Liar Dice). Se possível, estude as regras antes de ensiná-las aos outros.

Dê jogos de presente: quando você precisa dar um presente e não sabe o que dar, um jogo pode ser uma boa opção. As crianças e adolescentes provavelmente vão gostar. Já para um adulto, eu só daria um jogo se eu soubesse que se trata de alguém que tem o hábito de jogar ou que está começando a se reinteressar por jogos. Qualquer que seja o caso, procure dar jogos que você jogou e sabe que são bons, ou que tenham sido bem indicados por terceiros em quem você confie.

Divulgue os sites de jogos: recomende aos seus amigos o nosso site e outros sites de jogos que você tenha entre os seus preferidos. Pode ser uma boa maneira de introduzi-los ao mundo dos jogos.


Jogo Real de UR - Réplica Rustica para Compra

O Jogo Real de UR foi encontrado em escavações na região da antiga mesopotâmia na cidade de UR mencionado na Bíblia como a cidade natal do patriarca Abraão. A cidade de UR já era um importante centro urbano no terceiro milênio A.C.

A réplica é feita em madeira de reflorestamento, utilizando técnicas artesanais de marcenaria. Cada exemplar e único feito manualmente sem escala industrial.
Foi pensado na responsabilidade ambiental e sustentabilidade, desta forma todos os materiais são de origem natural, papel reciclado, não utilizado tinta industrial, equipamentos e máquinas industriais em sua fabricação.

Ótimo jogo educativo, para ser utilizado na socialização familiar, escola e amigos, como peça em aulas de história, ou até mesmo como decoração.

Acompanha:
1 Tabuleiro em Madeira
14 Peças em madeira
3 Dados Egípcios (Palitos com uma das fases achatada)
1 Regra do jogo (Em papel Reciclado)
1 Saco em TNT (para guardar as peças do jogo. )
Altura: 30.00 cm
Largura: 15.00 cm
Comprimento: 5.00 cm
Peso: 150 g
Código do produto: 5F5661
Adicionado em: 13/11/2015


Disponível para Compra no Elo7:

Senet - Réplica Rustica para Compra

Réplica Rustica do Jogo Sagrado Senet do Antigo Egito.
O Jogo Sagrado Senet é um jogo de tabuleiro egípcio, cujo nome significa passagem, simbolizando a passagem para o mundo dos mortos. As referências mais antigas conhecidas remontam ao período pré-dinástico e à Primeira Dinastia entre 3500/3100 a.C. em pinturas existentes no túmulo de Merknera (3300/2700 A.C.) e Hesy (2686/2613 a.C).

A réplica é feita em madeira de reflorestamento, utilizando técnicas artesanais de marcenaria. Cada exemplar e único feito manualmente sem escala industrial.
Foi pensado na responsabilidade ambiental e sustentabilidade, desta forma todos os materiais são de origem natural, papel reciclado, não utilizado tinta industrial, equipamentos e máquinas industriais em sua fabricação.

Ótimo jogo educativo, para ser utilizado na socialização familiar, escola e amigos, como peça em aulas de história, ou até mesmo como decoração.

Acompanha:
1 Tabuleiro em Madeira
14 Peças em madeira
4 Dados Egípcios (Palitos com uma das fases achatada)
1 Regra do jogo (Em papel Reciclado)
1 Saco em TNT (para guardar as peças do jogo. )


Altura: 15.00 cm
Largura: 30.00 cm
Comprimento: 5.00 cm
Peso: 150 g
Código do produto: 5F145B
Adicionado em: 10/11/2015


Alquerque - Réplica Rustica para Compra

É tido como um dos jogos mais antigos do mundo, tendo sido inclusive encontradas suas linhas traçadas no teto do templo de Kurna, no Egito, que teria sido construído por volta de 1.400 a.C. Mas as regras usadas no Egito são desconhecidas. O jogo é introduzido na Espanha pelos árabes, que o chamavam de "el-qirkat".

Tabuleiros deste jogo podem ser vistos entalhados em pedra nos claustros da catedral de Norwich e na igreja de St. Mary, em Cavendish, Suffolk, Inglaterra. O tabuleiro é encontrado até mesmo inscrito na sepultura de Sir George Colt, morto em 1520!

A réplica é feita em madeira de reflorestamento, utilizando técnicas artesanais de marcenaria. Cada exemplar e único feito manualmente sem escala industrial.
Foi pensado na responsabilidade ambiental e sustentabilidade, desta forma todos os materiais são de origem natural, papel reciclado, não utilizado tinta industrial, equipamentos e máquinas industriais em sua fabricação.

Ótimo jogo educativo, para ser utilizado na socialização familiar, escola e amigos, como peça em aulas de história, ou até mesmo como decoração.

Acompanha:
1 Tabuleiro em Madeira
36 Peças em madeira
1 Regra do jogo (Em papel Reciclado)
1 Saco em TNT (para guardar as peças do jogo. ) 


Altura: 30.00 cm
Largura: 15.00 cm
Comprimento: 5.00 cm
Peso: 150 g
Código do produto: 5F8B3B
Adicionado em: 16/11/2015



Alquerque - Jogo do Templo de Kurna - Egito


De alguma forma, é o antepassado do Jogo de Damas, do Fanorona, do Peralicatuma e a Luta de Serpentes. É tido como um dos jogos mais antigos do mundo, tendo sido inclusive encontradas suas linhas traçadas no teto do templo de Kurna, no Egito, que teria sido construído por volta de 1.400 a.C. Mas as regras usadas no Egito são desconhecidas. O jogo é introduzido na Espanha pelos árabes, que o chamavam de "el-qirkat".

Foi cuidadosamente descrito no "Livro dos Jogos" de Alfonso X.

Tabuleiros deste jogo podem ser vistos entalhados em pedra nos claustros da catedral de Norwich e na igreja de St. Mary, em Cavendish, Suffolk, Inglaterra. O tabuleiro é encontrado até mesmo inscrito na sepultura de Sir George Colt, morto em 1520!

Tabuleiro da "Jogos da Terra" - apesar da simplicidade, vale pelo inusitado das peças serem pequenas pedras e círculos de couro e/ou madeira)

Curiosa uma variante, chamada "Luta de Serpentes", jogada por índios das tribos Zuni e Navajo, norte-americanas. Entre os índios, o nome do jogo é Awithlaknannai. Ao que parece, teria sido este jogo introduzido entre os indígenas, pelos espanhóis, quando da chegada destes ao México.

Em todos estes jogos, o objetivo básico é a captura de todas as peças do adversário.

O jogo é bem simples. As peças movem-se em um tabuleiro com linhas que se cruzam, uma casa por vez. Come-se as pedras do adversário da mesma forma que na dama, isto é, saltando-se sobre a pedra do adversário. Jogo rápido e de muita estratégia.

Alquerque (também conhecido como Qirkat) é um jogo de tabuleiro de estratégia que supõe-se que tenha sido originado no Oriente Médio. É considerado o pai do jogo de Damas e do Fanorona.

Jogo não aparece na literatura até o final do século X, quando o autor Abu al-Faraj al-Isfahani mencionou o Qirkat em sua obra de 24 volumes, Kitab al-Aghani (lit. Livro das Canções). Esta obra, entretanto, não fez nenhuma menção das regras do jogo.


No Board and Table Games from Many Civilizations, R. C. Bell escreve que "quando os mouros invadiram a Espanha levaram El-quirkat com eles".[1] As regras são incluídas no Libro de los Juegos (lit. Livro dos Jogos), encomendado por Afonso X de Leão e Castela, no século XIII.

Colonizadores espanhóis no Novo México introduziram uma variante para quatro jogadores do Alquerque p
ara os Zuni.




Senet - Jogo Sagrado do Antigo Egito

No decorrer da XII dinastia (1991 a 1783 a.C.), o jogo senet foi associado com uma fórmula mágica dos Textos dos Sarcófagos. O ritual dessa fórmula permitia ao morto alcançar renascimento espiritual na vida após a morte pela mobilidade do seu ba, ou seja, permitia que o ba circulasse livremente entre o céu e a terra. No início da XVIII dinastia (c. 1550 a.C.), aquela fórmula foi refeita como Capítulo 17 do Livro dos Mortos e o senet passou a ser regularmente associado a ela. É dessa época o tabuleiro desse jogo que vemos ao lado, numa foto © do Canadian Museum of Civilization Corporation, e que pertenceu ao faraó Tutankhamon (c. 1333 a 1323 a.C.). 


Na XIX dinastia (c. 1307 a 1196 a.C.) foram incluídas regularmente cenas do jogo entre as figuras do Capítulo 17. Essa foi a primeira ligação clara entre o jogo e um ritual durante o qual o senet era jogado. O propósito deste ritual era facilitar a passagem do ba do celebrante, estivesse ele vivo ou morto, ou seja, tanto os vivos quanto os mortos poderiam usar a fórmula mágica e realizar o ritual jogando senet e disso se beneficiarem. Concomitantemente ao aparecimento do senet no Livro dos Mortos, a decoração dos cinco últimos quadrados do tabuleiro do jogo evoluiu de desenhos puramente seculares, tais como números e marcas de direção, para símbolos religiosos relacionados ao processo de ressurreição espiritual e renovação da vida após a morte.

Durante a noite o deus Rá viajava em seu barco noturno por 12 horas no mundo subterrâneo dos mortos. Ele lhes levava luz e oferendas. Lutava contra o caos e resurgia em todo o amanhecer. Ali também os falecidos eram julgados por um tribunal presidido por Osíris. Quem tivesse cometido pecados em vida teria sua alma aniquilada. Os inocentes dali sairiam unindo-se ao deus-Sol e alcançando vida eterna como o próprio deus. Os detalhes da misteriosa jornada no além-túmulo foram gravados nas paredes das tumbas egípcias como guias de viagem, mapas e símbolos mágicos para protegerem o proprietário do túmulo na morte. Os egípcios acabaram associando ao ritual do senet a noção da viagem subterrânea. O cerimonial de jogar senet recriava para o jogador a passagem pelo mundo subterraneo. Por meio dele, o jogador ficaria apto a efetuar uma viagem bem sucedida pelo além-túmulo e alcançaria renovação espiritual e união com Ra, neste mundo e no outro. Para o morto tratava-se de um ato mágico para se proteger na viagem e se assegurar da ressureição pela identificação com Rá. 

Para quem estivesse vivo, provavelmente o ritual poderia ser executado preventivamente garantindo uma passagem segura depois da morte. Os vivos também poderiam executá-lo para experimentar a viagem do além sem ter que morrer primeiro e unir-se com Ra enquanto ainda vivos, alcançando uma apoteose viva com a divindade. É bem provável que os egípcios tenham incorporado aquele ritual nos ritos misteriosos de iniciação dos sacerdotes, uma vez que os ritos de iniciação também incluiam alguma forma da viagem no além para o iniciado, na busca de uni-lo, ainda que temporariamente, ao divino.

O exemplo mais antigo da recitação deste ritual de jogo que chegou até nós encontra-se em um texto hieroglífico da XX dinastia (c. 1196 a 1070 a.C.). Ele descreve a passagem do jogador pelo tabuleiro desenet como se fosse a viagem do defunto pelo mundo subterrâneo, sua justificação e sua deificação no final. O texto apresenta tabuleiros de senet especiais nos quais todos os 30 quadrados mostram desenhos religiosos. Ali aparecem deidades egípcias e conceitos da religião, os quais são mencionados em detalhes no texto. A evidência indica que estes tabuleiros completamente decorados destinavam-se, especificamente, ao uso no ritual do jogo de senet, embora, talvez, também pudessem ser usados em qualquer jogo recreativo normal.

Peter A. Piccione, egiptólogo e professor da Universidade de Charleston, nos Estados Unidos, nos conta que, de acordo com os textos e ilustrações existentes sobre esse tema, o ritual do jogo do senetdeveria ser executado, de preferência, dentro ou próximo do túmulo. Isso porque os egípcios acreditavam que a linha entre a vida e a morte era bastante tênue e que o morto e os vivos poderiam se comunicar entre si, especialmente na tumba. Os egípcios escreviam cartas aos parentes mortos e as deixavam nos túmulos para que o defunto lesse. As respostas eram esperadas em sonhos. Às vezes dormiam dentro das tumbas, na esperança de que o morto falasse com eles ali. O jogo de senet aparentemente teve uma função semelhante, embora os detalhes sejam desconhecidos. Vários tabuleiros do jogo foram achados dentro e ao redor de tumbas, onde eram esculpidos como grafitos no chão e, certamente, eram jogados pelos visitantes dos túmulos. Como exemplo pode ser citada uma tumba na cidade de Beni Hasan. Nela um tabuleiro de senet foi esculpido muito próximo de um relevo na parede que mostra uma cena do jogo. Tudo leva a crer que ele pode ter sido usado pelos visitantes para uma pretendida comunicação com o morto, ou para realizar alguma espécie de ritual com o jogo.

Em resumo, jogar senet possibilitava o contato entre os vivos e os mortos e facilitava a passagem do ba e sua habilidade para se locomover entre os reinos dos vivos e dos mortos sem obstáculos. Dependendo das circunstâncias nas quais o ritual acontecia e seu objetivo, os participantes poderiam variar. Para propósitos de comunicação e para promover a mobilidade do próprio ba, os vivos jogavam com o ba de um morto ou com seu próprio ba vivo. Porém, para o propósito específico de facilitar a passagem pelo mundo subterrãneo para efetivar a união com Ra, o oponente no ritual de senet era encarado como o próprio deus-Sol, ou como um inimigo espiritual sem nome assimilado aos inimigos de Rá e que era eventualmente destruído no final do jogo.
Concluindo seu estudo sobre esse assunto, Peter Piccione afirma: O uso religioso do jogo de senet reflete as noções egípcias sobre a unidade da atividade recreativa e dos rituais religiosos. Na mente egípcia, não havia nenhuma distinção clara entre estas duas noções, o sagrado e o profano. 

Acontecimentos como eventos esportivos, competições e jogos tiveram papel significativo nas atividades rituais públicas no Egito antigo. Os egípcios organizaram regularmente eventos esportivos e jogos como parte de celebrações religiosas sérias e festivais de adoração, sem diminuir qualquer significado espiritual ou a excitação associada ao atletismo e aos jogos. Portanto, não é surpreendente que, como meio de recreação, o senet pudesse facilitar a recriação e a renovação espiritual.Para os egípcios, o Senet tinha um significado religioso, embora fosse praticado como simples divertimento. Ele representava a viagem do Ba (a "alma") pelas terras do outro mundo e sua luta contra as forças do Mal e os inimigos de Osíris, o deus dos mortos. O êxito no jogo correspondia ao sucesso do Ba em sua difícil trajetória rumo à vida eterna.

O Senet é praticado sobre um tabuleiro de 3 x 10 casas, com sete peças para cada jogador e o auxílio de quatro dados especiais - chamados "egípcios" - que têm o aspecto de um meio cilindro.Os dados egípcios podem cair com a face plana ou curva para cima, o que gera os possíveis resultados.

Como se pode prever, no caso de um jogo muito antigo, cujas regras foram penosamente reconstituídas a partir de fragmentos, há controvérsias sobre o modo exato como os egípcios o praticavam. A regra fornecida pela Athena é a versão que foi proposta em 1978 por Timothy KendalI, então curador assistente do Departamento de Arte Egípcia do Museum of Fine Arts, de Boston.